Fé na ciência

3-junho-2008

Existem cientistas ateus que se apresentam como porta-vozes da ciência, talvez por acreditarem que por serem materialistas a forma com que pensam o mundo é mais adequada a prática da ciência.

Um exemplo é a identificação, em 2007, de um suposto gene da espiritualidade. Como chegaram a esta conclusão? Através da descoberta de que há cerca de 40 mil anos atrás começamos a enterrar os nossos mortos com oferendas e comida. Ou seja, isto ocorreu, segundo estes cientistas, devido a evolução dos genes humanos, apenas isto. A partir daí a religião teria iniciado. As emoções do ser humano estariam resumidas a uma questão de DNA.

O hilário disso tudo é que uma ameba possui 200 vezes mais genes do que nós, pródigos humanos. Mas não adianta achar que quem tem menos é mais eficiente, pois uma mosca tem a metade do número de genes de um humano. Ou seja, a quantidade de genes não diz nada.

Jamais se conseguiu comprovar cientificamente o materialismo. Isto ocorre pois o paradigma materialista, igual a qualquer outro, nasce do mundo das idéias, no subjetivo de cada um. Percebemos um paradigma como verdade se vivemos em sintonia com esta realidade.

Por isso, mais importante do que tentar impor um paradigma é aprendermos a viver em um mundo de diversidades, onde a única certeza é de que o verdadeiro aprendizado não está na descoberta, mas no caminho moral e ético que percorremos para alcança-la.

Referências

  • REVISTA UNIVERSO ESPÍRITA. Editorial. 2007. N°39, ano 4.
  • FIORANVANTI, Carlos; PIVETTA, Marcos. Golpe no orgulho vão. Pesquisa FAPESP Online, 2001. N°62.
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